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Papa Francisco nomeia novo Bispo para a Diocese de Limoeiro do Norte

Publicada em 10/05/17 as 08:34h por Francisco Sena Garcia - 172 visualizações

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 (Foto: Reprodução )

O Santo Padre Francisco aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Limoeiro do Norte (Brasil), apresentada por Mons. José Haring OFM

O Santo Padre nomeou Bispo de Limoeiro do Norte (Brasil), o Rev.do P. André Vital Félix da Silva, SCI, até agora Conselheiro Provincial da Província dos Sacerdotes do Coração de Jesus (SCJ).

Rev.do P. André Vital Félix da Silva, SCJ

O Rev. P. André Vital Félix da Silva , SCJ, nasceu 31 de maio de 1965, em Recife, Estado de Pernambuco. Ele completou seus estudos de Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia do Recife e os de Teologia no Instituto Franciscano de Teologia de Olinda. Em seguida, ele obteve a Licenciatura em Teologia Bíblica na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Ele fez sua profissão religiosa na Congregação dos Padres Dehonianos, em 25 fevereiro de 1986 e foi ordenado sacerdote em 2 de janeiro de 1991.

Como sacerdote exerceu os seguintes cargos: Vigário paroquial, formador, administrador paroquial, Vice-Provincial, membro da Comissão Dehoniana de Teologia latino-americana.

Atualmente é Conselheiro Provincial e Secretário do Conselho Provincial da Província Dehoniana Brasil Recife.

Abaixo uma reflexão do mesmo sobre o V Domingo de Páscoa, bem necessária para cada um de nós.

Celebrar a Páscoa de Jesus é anunciar que o caminho para o Pai, a fonte de vida em plenitude, está aberto e acessível a todos; e a cruz do Senhor é a sinalização segura e indispensável para não errar a direção certa desse itinerário pascal. Por conseguinte, quem quiser chegar a essa fonte precisa aderir a esse caminho (com fé), reconhecendo a verdade (na Palavra) e escolhendo a vida definitiva (pela conversão). Diante da necessidade de chegar ao destino desejado, a falta de clareza do caminho a ser tomado e a ausência de sinais que apontem a direção correta, perturbam o coração do viajante nesse seu êxodo existencial. Se por um lado, o ser humano não pode negar o seu desejo irresistível de alcançar a meta de sua peregrinação, por outro, muitas vezes encontra-se perdido sem saber por onde ir e aonde ir.

Os discípulos têm o coração turbado porque percebem que chegara a páscoa de Jesus, a sua volta para o Pai (Jo 13,1) e, ao mesmo tempo, passam pela crise diante do vazio existencial que isso provocará neles: "Mas porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações" (Jo 16,6). Contudo, Jesus indica-lhes como superar essa perturbação: "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também". O coração perturbado dos discípulos é uma reação ao anúncio da traição de Judas (Jo 13,21) e da negação de Pedro (Jo 13,38), porém o verbo utilizado (grego: tarasso, ficar agitado, perturbado) aparece também para indicar a reação de Jesus diante da morte de Lázaro (Jo 11,33). Portanto, o que faz o coração dos discípulos perder a paz é a iminência da morte de Jesus, pois o Mestre morrendo, o que será dos seus discípulos?

Sem a fé, eles não poderão vencer essa perturbação; é a condição fundamental para superar a crise. Contudo, a fé deve ser compreendida como convicta adesão (grego: pistis; hebraico: 'aman, firmar, resistir, aderir; tem aspecto concreto de estabilidade, como o prego fixo num lugar: Is 22,25); implica fidelidade permanente, prova concreta de quem ama: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada" (Jo 14,23). Estabelecer morada é próprio daqueles que se amam.

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Por isso, Jesus apresenta o Pai como aquele que tem uma casa (grego: oikia pode ser traduzido por lar, a casa como convivência, não apenas como construção -oikos), onde há muitas moradas (grego: movai derivado do verbo mevo, morar, permanecer. A morada era compreendida também como o abrigo desejado pelos peregrinos no final de um longo percurso: Sl 22,6). O Pai é aquele que é fiel, leal, tem morada fixa, pois é a fonte da vida plena. Mas como chegar até lá? Já desde o início do evangelho encontramos o desejo de os discípulos saberem onde é a morada de Jesus: "Mestre, onde moras?" (Jo 1,38 grego: meneis, moras, permaneces). Jesus não responde com uma indicação topográfica, mas fazendo um convite: "Vinde e vede"; os discípulos acolheram o convite: "foram e viram onde ele morava e permaneceram (emeivan: moraram, permaneceram) com ele, aquele dia" (Jo 1,39).

É muito significativo que no evangelho de João os primeiros discípulos de Jesus iniciem a sua experiência com o Mestre fazendo caminho com Ele até a sua morada; tal experiência lhes favoreceu o encontro com a verdade da Palavra de Deus que se realiza: "Encontramos aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas: Jesus…" (Jo 1,45). O ponto mais alto desse encontro com os primeiros discípulos é o anúncio de que verão coisas maiores: "Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem" (Jo 1,51): Ele é o único acesso à vida plena, pois é a escada de subida para a casa do Pai, mas também a revelação de que o Pai se faz conhecer por Ele: "Quem me vê, vê o Pai". Toda a vida de Jesus aqui na terra foi uma constante preparação, no coração dos seus discípulos, de uma morada para o seu Pai. Agora, voltando para o Pai, vai preparar morada para aqueles que pela fé já aderem, acolhem essa presença do Pai no Filho.

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Tanto Tomé quanto Felipe manifestam uma incompreensão diante do ensinamento de Jesus, pois ainda precisam fazer a experiência com o Senhor morto e ressuscitado. Só a partir da Páscoa de Jesus poderão iniciar a própria páscoa. Tomé tinha afirmado quando Jesus decidiu voltar para a Judeia, por ocasião da morte de Lázaro: "Vamos também nós para morrermos com ele" (Jo 11,16). Porém, não amadurecera ainda na fé, pois exigiu sinais para crer, isto é, de fato não conhecia o caminho para chegar até o Pai: crer no Filho. Felipe, por sua vez, não conseguiu ver para além do sinal do pães e peixes multiplicados (Jo 6) a revelação de que Jesus era o pão descido do céu, dado pelo Pai para a vida do mundo, e, por isso, quer ver o Pai para ter a vida garantida.

Jesus lança um desafio aos seus discípulos: "Crede em mim". Crer em Jesus significa reconhecê-lo como o caminho para o Pai, ou seja, chega-se ao Pai seguindo o Filho, cuja vida está sintetizada no mandamento do amor: "Como eu vos amei, amai-vos uns aos outros" (13,34); como dirá coerentemente Paulo: "Passo a indicar-vos o caminho que ultrapassa a todos: o amor" (1Cor 12,31-13,13). Crer em Jesus é reconhecê-lo como a verdade que faz enxergar e, por isso, liberta e possibilita caminhar na luz quando conhecemos a sua palavra. Crer em Jesus significa reconhecê-lo como a vida, garantida pelo Espírito que Ele comunica. Crer em Jesus é ser conduzido por Ele ao Pai, fazendo acontecer a sua Páscoa em nós: sendo morada do Filho na terra, para poder estar na morada do Pai no céu.

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