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Aluno do CE cria sistema de irrigação com garrafas, muda trabalho no campo e ganha prêmio científico

Publicada em 05/01/23 as 10:49h por Diário do Nordeste - Thatiany Nascimento - 27 visualizações

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Fabiane de Paula  (Foto: WEB RÁDIO DO BEM)

“Eu nunca tinha ouvido meu nome em nada e ouvir em primeiro lugar foi muito gratificante”. A medalha de ouro veio como reconhecimento de um projeto idealizado, experimentado e aplicado à própria comunidade: a realidade de agricultores no interior do Ceará. Desenvolver formas alternativas de bombas de irrigação na zona rural de Granja, cidade no Norte do Estado, foi o desafio do estudante da rede públicaFrancisco Nycollas Machado Guarinho.

reconhecimento despertou orgulho, fortaleceu a autoestima e enfatizou o papel fundamental da escola em potencializar saberes e transformações.

Para Nycollas a escola é literalmente um espaço de experimentação. A unidade cujo nome formal é Escola de Ensino Profissional Guilherme Teles Gouveia é conhecida popularmente em Granja como “escola agrícola”.

O local de grande extensão tem as tradicionais salas de aula, biblioteca, auditório, quadra poliesportiva e áreas administrativas, mas, em paralelo é uma “grande fazenda” com, dentre outros, área de plantio, horta, criação de animais e curral para ovinos e caprinos. 

Esta matéria integra a série “Terra de Sabidos, publicada pelo Diário do Nordeste com patrocínio da Assembleia Legislativa do Ceará e cujo foco é contar histórias de estudantes da rede pública estadual do Ceará  e da rede municipal de Fortaleza, que, via educação, tiveram as trajetórias alteradas, conquistado oportunidades, e reconhecimentos local, estadual e nacional. 

ESCOLA AGRÍCOLA

Na unidade, os alunos permanecem de 7h às 16h40 e, em formação profissional, optam pelos cursos de Agropecuária, Agroindústria ou Aquicultura. Nycollas ao ingressar no ensino médio ainda em 2020, escolheu Agropecuária.

Bem antes, ainda no ensino fundamental ele já havia se deslumbrado com a unidade. Em uma visita à “escola-fazenda”, quando ainda era criança, ele idealizou retornar ao local, como estudante do ensino médio. 

Francisco Nycollas Machado Guarinho
Legenda: Um dos reconhecimentos foi no evento Ceará faz Ciência, uma competição científica ligada à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece)
Foto: Fabiane de Paula

A ideia do projeto, chamado “Irriga PET”, veio em meio à pandemia de Covid. Morador da sede do município, Nycollas percorre, de transporte escolar, cerca de 12km para ir e voltar da escola todo dia.

“Como nossa escola é uma fazenda e tem algumas localidades perto, sabemos que o pequeno agricultor convive com o período de seca muito grande, vimos a necessidade do pequeno agricultor poder plantar e colher o ano todo”, detalha ele. 

A demanda por incremento da irrigação existe, mas as dificuldades devido à baixa renda dos agricultores também. Foi ciente dessa equação que  Nycollas e a colega de sala Ana Beatriz Ferreira de Sousa, projetaram o dispositivo para potencializar a irrigação na zona rural da cidade. 

“Eles (agricultores) não podem comprar uma bomba hidráulica convencional para fazer a irrigação. A gente buscou algumas alternativas e chegamos ao nosso protótipo de fazer uma bomba alternativa de baixo custo com materiais recicláveis”. 
FRANCISCO NYCOLLAS
Aluno da rede pública

Garrafas, canos de PVC, ferramentas de abertura e fechamento compõem a bomba de irrigação. Foram 3 meses de planejamento e manejo manual para ajustar o que seria, posteriormente, experimentado no campo.

O protótipo da bomba é simples. Mas o resultado pode alterar de modo significativo as rotinas de quem atua de sol a sol no plantio. 

“Na aula de empreendedorismo eu falei, Bia vamos fazer alguma coisa para apresentar. Mandei algumas coisas para ela. Foi quando surgiu a bomba. Nós planejamos. Nosso primeiro protótipo foi com o garrafão de 5 litros, depois com garrafas pets menores, até chegar no protótipo de agora, com garrafas retornáveis, por conta da pressão”.
FRANCISCO NYCOLLAS
Aluno da rede pública

DESENVOLVIMENTO DO DISPOSITIVO

No processo, protótipos, cujos custos são estimados em R$ 100,00 por unidade, foram replicados e a escola os distribuiu entre agricultores do entorno da instituição. Lugares localizados a 40 e 50 km de distância.

A boa ideia, que une materiais de baixo custo e bombeamento do processo de irrigação, carecia de aplicabilidade. Nas comunidades vizinhas, a efetividade foi comprovada. 

Escola de Ensino Profissional Guilherme Teles Gouveia
Legenda: Escola de Ensino Profissional Guilherme Teles Gouveia, na zona rural de Granja
Foto: Fabiane de Paula

“Nas aulas de física trabalhamos vendo elétrica. Todo equipamento elétrico tem um capacitor que armazena e libera energia. Quando a gente foi pesquisar. Eles (estudantes) viram que eram os capacitores que faziam essa dinâmica e começamos a trabalhar com uma garrafa para fazer a bomba”, explica o professor de Física e Matemática, André Luiz Rocha, responsável na escola pelo desenvolvimento de projetos e participação em feiras e competições científicas. 






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